sábado, 24 de novembro de 2007

A Lua e nós



Lua. Será que além de nós, alguém a percebeu estes dias? Se percebeu, tomara que não tenha sido para falar de lobos, uivos, lobisomens, nem almas. Isso é para os supersticiosos. Se alguém a viu, além de nós, tomara que tenha percebido o quanto ela é linda e absoluta no céu. E sob sua luz, sob seu brilho... ah... não é tudo que se pode dizer... mas se pode pensar. Podemos pensar, e quantas coisas vêm... mais de 11 luas, bem mais. 11 anos? talvez nao. 11 momentos? Muito pouco. 11 oportunidades, 11 marcos, 11 lembranças, 11 datas em que nos olhamos e pensamos por quantas mais estaremos sob a lua, ou olhando para ela. Admirando-a. Pensando em como... como ela faz parte de nossa história, nossos olhares, como os de ontem. Nossa muda testemunha. E ela também testemunhou quando escrevemos uma praia inteira, quando nos sentamos para conversar ( tantas vezes ), quando as cordas da viola vibraram e minha voz tímida cantou só pra você, morrendo de vergonha (admito!!). Nosso sonho de valsa, a testemunha do brigadeiro mágico... tua companhia no avião, aquela que anda conosco... andou ontem, não foi? ... e hoje... se vc estiver à minha espera, ela vai ver outras coisas. Vai ver como nossa história prossegue... como nos amamos, imperfeitamente, deliciosamente. Sei que falar de você é muito fácil. Mas em se tratando de mim, é difícil, porque sou suspeita. E como na mensagem incompleta, reitero sua importancia em minha vida... sempre muito presente... porque não estando, a saudade acusa a sua ausência... aumentando a vontade de estar com você de novo, e simbolicamente, e enfaticamente, te entregar todos os dias, numa renovação contínua, meu coração... cada vez, sempre e mais. TE AMO !!!


NOSSA LUA CHEIA

Ouvir tua voz
É melaço em meu peito
É um doce de cereja
Que se desfaz na boca
Ao ouvir-te, todo meu mundo
Se vira do avesso
Um dia jurei
Que te amaria p’ra sempre
E quando te ouço
Meu coração dispara
Num torvelinho endoidecido
É como se regressasse ao tempo
De quando te conheci,
Que sobre a chuva impiedosa
Num jardim da cidade
Te disse p’la primeira vez
Que te queria
Nunca me canso de te amar,Meu amor
E apesar de já ter passado
Algum tempo, nossas noites
Continuam a ser como da primeira
Onde sem poréns, nos possuímos
Tontamente, e nossos corpos
Passam de dois, a ser apenas um
Num sentimento puro, e guloso
Te quero tanto, meu amor
Quero apenas,
Mais momentos de felicidade
E que a tua presença,
Seja uma lua cheia p’ra minha vida
A nossa lua cheia.


( FERNANDO RAMOS) - Poeta português... perfeito em suas palavras. Bjos....

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ice and fire

Que diria alguém antes de escrever um artigo técnico às 8 e meia da noite de uma terça? A que se referiria? Pois bem... hoje eu quero falar do gelo. Um estado físico da água... a saber... o sólido. Quero falar também do fogo... um dos quatro elementos básicos da terra. Os constrastes sempre me atraíram, como um imã. Preto e branco, como quero os móveis de minha sala, quando a tiver. Dia e noite, lua e sol, água e óleo, café e suco (no café da manhã)... e outros bons exemplos de opostos. E assim também é com o gelo e o fogo. Que coisa interessante! Entre a suavidade de um bebê e a impulsividade de um pit bull, os estados físicos da matéria vão se alternando, causando a impressão de que a água se recicla e precisa do fogo para mudar de estado.
E fogo... fogo é quando você prende a respiração porque a emoção toma conta; é aquele silêncio ao telefone, é o contato físico tão estreito que parece que a partícula menor do universo não cabe entre vocês. Tão diferente, tão crucialmente diferente do gelo. Daquele contato que acaba abruptamente porque vocês discordaram, e não conseguiram prosseguir até chegar ao consenso. Quando houve realmente algum motivo para que se estranhassem, e não se reconhecessem. Há ainda o gelo involuntário, quando uma das partes nem percebe que está gelando... ou será sensibilidade à flor da pele da parte congelada? Enfim... entre um extremo e outro, vivemos. Descobrimos coisas que antes não seriam perceptíveis, nem com uma poderosa sonda da NASA ou pela lente do microscópio eletrônico mais potente. Sutilezas, delicadezas, impaciências, palavras calculadas ou não, e a necessidade de estar junto. Esta só aumenta, tenho essa impressão. Primeiro evidencia-se por aquele tom cerimonioso de todo começo de relação, onde nos embalamos com uma grande fita vermelha, escondendo - no melhor estilo FILTRO SOLAR - aquelas partes que só depois vêm a tona. E aí vem o quê da história : o gelo, à medida que derrete, acompanha a paixão. E esta, quando se tem sorte, dá lugar ao amor.
Estou discursando porque hoje me senti em contato com um gelo, que classifico como inofensivo e involuntário. Um gelo de workaholic. Um gelo pontuado, mas não exterminado. Como devo ter feito algumas N vezes. Um gelo que às vezes já me parece familiar. Penso, penso... e assim prossigo, agradecendo pelas mutações da matéria. Porque também é verdade que já me queimei inteira no fogo, e no dia seguinte, me dizem que a cútis está ótima - que é para eu dar a receita, por favor. Oscilações. Transições de matérias, vocativos. No bom humor, como amo meu sorvetinho... porque conforme o clima, ele vai derretendo, derretendo... além de ser gostosíssimo. Traduzindo: de Maria Izabel, Cupuaçu, bacuri ou flocos nevados, que são minhas 4 primeiras opções ao chegar no shopping do gelo: a sorveteria. Ainda bem que de lá já saí... ainda bem que tão cedo não pretendo voltar. Até porque meu sorvetinho... ah... ele me foi entregue quando não queria se entregar, e com um certo custo, quando eu já estava decidida a sair sem sorvete algum.
SEE YOU LATER.

domingo, 30 de setembro de 2007

O Pulo do Gato

Desde criança ouço sobre ele. O pulo do gato. Aquele segredo, aquele diferencial, aquele "QUÊ" caracterizando alguma habilidade... quanto maior o pulo, melhor o gato. E aí hoje, nesse ócio domingueiro, fico a me perguntar como gatos aprendem a pular. E em como se beneficiam do pulo. Na verdade, sendo totalmente franca, acho que o pulo é anti-frustração, mas também é arriscado. Imagine que debaixo dele, em pleno ar, mora um abismo, com as águas batendo láaaa... em baixo... e que um erro não parece, mas é fatal. Que medo, hein? Pois é... o gato sente esse medo. Você acha que não? Claro que sim! É aquela pergunta entalada na garganta que temos receio de perguntar à professora carrasca da quinta série. É aquele primeiro beijo que a gente quer dar sem bater os dentes... é aquela bolsa de estudos que paga meio salário mas te dá experiências fantásticas. É aquela coragem de se olhar nu no espelho e dizer: céus, preciso emagrecer! É aquele primeiro encontro que depois de mil adiamentos você cria coragem para comparecer, mas na hora H te dá vontade de não ir. É aquele friozinho na barriga quando você diz ao seu chefe que por esse salário não dá mais pra ficar, mas não tem nenhuma proposta em outra empresa.
O pulo do gato é, simplesmente, quando você tem certeza de amar alguém e, reconhecendo ser difícil ficar longe desse alguém, pergunta, numa noite estrelada, ou durante o percurso de alguma viagem juntos: casa comigo? ... E vem aquela expressão que você lê no semblante de seu amor, em que a dúvida grita, e a hesitação idem. Ora, como o gato iria errar o seu pulo? Equívoco de cálculo? SE você até já fez seus planos, se já pensou em como chegar até a casa, se prometeu cozinhar, e até ensiná-lo a fazer sopa de feijão, que ele não sabe fazer? Como lidar com um risco incalculável, que nenhum Reuben Feffer - de QUERO FICAR COM POLLY ( Recomendo este filme!) - poderia estar ciente sem tremer toda a sua espinha dorsal? (risos)... ora, ora... esse é o detalhe. Os gatos, antes de pular, sabem os riscos, mas é impressionante como se asseguram de suas 7 vidas. Pareceria absurdo há uns tempos atrás, afirmar tal coisa. Mas errando o pulo, o seu amor amará outra vez, e mais outra, repetidamente. E não será você. Seu chefe pode arranjar outro para o seu lugar, porque afinal, o mercado está super-competitivo. Sua professora carrasca pode ralhar, e você pode descobrir que trocou meio salário por trabalho pesado.
Mas também pode receber outra proposta de 20 salários, porque seu desempenho foi bom. Pode receber um elogio da professora, porque sua pergunta foi boa. Pode ver a expressão do chefe e em seguida uma frase: você é bom, vamos ver como podemos resolver isto. E você, por fim, pode, depois de um silêncio em que seu coração quase parou de bater, ouvir do seu amor, depois daquele toque de mãos inconfundível: "sim amor, eu vou com você"...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

O que penso sobre as férias...

Depois de 2 anos ininterruptos, estou de férias. Lindo, você pode dizer. Isto explica, por exemplo, uma maior disponibilidade para escrever aqui, coisa que amo fazer, mas não tinha tempo. Mas sendo sincera, não consegui sair de férias ainda, não me sinto assim. E aí penso... como a pessoa espera tanto tempo pra descansar, e na hora H não consegue? (risos)... a foto do mar raso me deixou com vontade de fazer o mesmo. Céu, mar, descompromisso, ausência de hora e de pauta de reunião.
Mas vou dizer o que acho que merece férias... todo mundo fala muito de muita coisa, inclusive que férias serve para dormir e engordar. No sentido lato, pode ser assim, mesmo. Mas saindo do aspecto literal, as férias devem ser adotadas sempre que houver mau senso -( férias da maledicência); sempre que houver necessidade de respirar mais fundo ( férias do estresse). Deve-se tirar férias sempre que a rotina bater na sua porta ( férias do marasmo); ou quando parecer que você está fazendo tudo mecanicamente ( férias do piloto automático). Férias são muito bem vindas quando voce já não tem tempo para fazer coisas simples com quem ama ( férias do rush), ou simplesmente, como é o meu caso, deve lançar mão delas quando você acorda cansado e dorme com as pernas pra cima ( simplesmente, férias da Santa Casa ).
Huahauhauahaua... maldade... rs... mas não posso esconder a felicidade de estar looooooooonge de lá. Buenos dias !!!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Amada Mestre... queira dizer-me...o porquê das minhas inquietudes!

Esta noite encontrei durante o jantar no Fuji da Wandenkolk a profa. Lúcia Chaves. Me reconheceu de imediato, em uma demonstração clara de que sua memória visual é boa. Escrevi um artigo para a revista dela há mais ou menos 3 meses. Sobre educação. Para a minha casa afetiva, dona de todos os meus amores acadêmicos: a UFPA, uma das universidades mais lindas daqui do Norte (ênfase para o Guamá e suas vistas). Mas, voltando à professora: não pude me conter, fui lá dar um abraço nela. Há professores que a gente não esquece. Como Anne Sullivan, no filme de Stephen Covey, a profa. Lúcia se destacou, porque viu a alma, não só minha, mas da turma inteira. E ao pensar nesta forma arriscada e visceral de se relacionar, lembro inevitavelmente que passei para o outro lado da linha... e ao jantar, tinha saído justamente de uma aula na ESAMAZ, onde sou profa. do Curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar. Fico pensando nas grandes diferenças que esta experiência me conectou.
Como são diferentes os comportamentos. Como eu era diferente, quando era aluna. Como fica distante aquele tempo. Estarei eu ficando obsoleta? Será que os valores fundamentais mudam? Olhando a foto do bebê caindo nos braços do adulto, penso na responsabilidade deste. E na minha também. Como se explica essa relação de simbiose competitiva, misturando por uma linha bem tênue, amor e ódio? Sim, eu carrego nas tintas porque há intensidade. Sou intensidade transpirando pelos poros, evaporando-se no ar. Ou me amam, ou me odeiam. Não alteram meu alter-ego... mas estou começando a achar que isso vicia. E olho, à procura de alguém que se pareça com meu comportamento de aluna ( e aqui, aluno vem como aquele "Que não tem luz", no melhor vocabulário à La Lúcia Chaves)... e penso se encontrei... talvez seja a hora de aposentar meus óculos ray-ban. E o jornal.
Como diria minha professora... quer que responda suas dúvidas? Quer que lhe dê o peixe, mas não a vara? Sinto, mas não posso... educar também envolve dor. Muito embora, em sentidos mais amplos, o prazer também doa. E em todo esse misto, dá pra perguntar aos alunos em questão, na iminência de me matarem fulminada por um infarto... quais são as inquietudes de vocês?? Quais?? Answer me, please. Talvez nem Freud explicasse. (risos).
See you later... !

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Um modo QUASIMODO de ser


Quando assisti ao Corcunda de Notredame pela primeira vez, dormi. Acho que pelo fato de ser dublado, já que eu entendo melhor filmes legendados. Talvez também por ser desenho animado. Mas depois, e especialmente hoje, penso no Quasimodo. Na sua reclusão desde a infância. Na sua iniciativa de conhecer o mundo, de predispor a exposição de sua figura. E então, recompensado pelo destino, enxergou Esmeralda. Não a pedra, mas uma pessoa. Não a frieza de uma pedra com seus átomos, prótons, elétrons e quarks, mas a sensibilidade de alguém que viu o pano de fundo, e não a figura feiosa que ele demonstrou ser.

Um dia ele teve que se defrontar com o Frollo, eu grande rival, pelo amor de Esmeralda. O que dizer então se ao invés de Frollo, Quasimodo não encontrasse à sua frente uma capa e uma espada invisível, entre ele e Esmeralda? Ainda que subisse no sino da catedral, e tocasse aos quatro ventos, pedindo explicações aos amigos e inimigos, ele jamais entenderia. Teria que olhar pra si, pra identificar alguma vontade de entendê-la. Teria que ver, dentro de suas entranhas, uma vontade mínima de conhecer os reais motivos do embate. E pra isso, não bastaria olhar-se no espelho todas as manhãs. O estigma de Quasimodo era sobremodo conhecido pelos demais. Mas ele teve de se apoderar do improvável para conseguir o seu Grand Finale. Coincidencias?

sábado, 12 de maio de 2007

For my babies --> E eu nunca tinha pensado que...

Vejam só que bebês lindos. Eu fico extasiada ao pegar bebê de meses no colo. Aquele suorzinho que parece perfume, aquelas gordurinhas no pescoço, aquelas mãozinhas que se espalmam em nosso rosto... e aquela boca sem dente que geralmente baba as nossas bochechas. Cheirar a cabeça, entao... rsrs... mamãe me diz que quando eu era bebê, os meus cabelinhos eram tão fininhos que quando ela cheirava, eles entravam no nariz dela. hehehehe... e mais, pras pessoas saberem que eu era menina, ela grudava lacinhos com fita, porque os cabelinhos não davam conta de segurar os lacinhos, de tão poucos. Ou seja, eu era um bebê carequinha. Hahahha...

Hoje quando vejo minha enfermaria com 36 bebês, todos com aquelas camisetas que ninguém escapa, que deixam o umbigo à mostra, fico pensando.... nada acontece por acaso. Foi uma maneira de me realizar. Com eles, meu instinto materno flui como se eu não tivesse outra coisa no mundo pra fazer. Lembro-me agora da Sarinha, uma pequena paciente que tive no HOL... jamais a esquecerei (***)... e depois dela, eu demorei a me aproximar de novo desses pequeninos... eu lembro dela e vejo a tela do notebook borrada... Hoje é o dia do enfermeiro. Estou formada há 5 anos. Neste tempo, já vi de tudo um pouco... e hoje sou gerente de enfermagem pediátrica. A que diz oi para um garotinho que mora desde que nasceu na UTI, que não tem movimentos em nenhum dos membros, mas sabe imitar o vesgo e fala com os olhos. Mexe a bochecha e faz coelhinho. Todos os anos, o pessoal comemora o aniversário dele. O do ano passado teve como tema "Os Incríveis". Ele foi, no ventilador mecênico - pois não vive sem ele - de máscara e tudo, calção preto e blusinha vermelha. ( heheh )... e todo mundo da UTI uniformizado do mesmo jeito.
Se me perguntarem se sou feliz na profissão, com certeza direi que sim. E isso basta !!! A todos os enfermeiros do mundo, parabéns !!! Carpe diem !

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Culminis Compass : minha palestra de hoje


Não sei quem é Alex Sant'anna, e ele vai ter que me desculpar por eu ter gostado tanto da foto. Pois é, depois de um susto básico, estou de volta, pra dizer que a figura me faz lembrar quando eu era mais jovem, e morria de rir ( internamente, é claro - pra eu rir alto é preciso um excelente motivo ) do Didi quando ele tentava se matar rasgando a boca, por uma bobagem qualquer. Hoje fui fazer uma conferência ( no sentido lato, depois ninguém me perguntou quase nada, só mesmo fizeram comentários sobre o impacto ), coisa mesmo de categorização profissional. É quando pego os microfones que percebo e ratifico quanto gosto do que faço.
Culminis Compass. Não senti medo. Não, não. Talvez sinta na próxima semana, pois o público é 5 vezes maior. Como diria Roscoe Drummond, "A mente humana é uma coisa maravilhosa - ela começa a funcionar no momento em que você nasce e não pára nunca, até o instante em que você se levanta para falar em público". Eu lembro logo dos 6 pecados capitais ( é, seis ... rs ): Imprecisão do objetivo, falta de nitidez, excesso de informação, apoio insuficiente para as idéias, voz chata e discurso frouxo, e (imperdoável) não atendimento à real necessidade do público.
UM dia, se eu não fiz um, fiz outro desses pecaditos. Exemplo? Excesso de informação. rsrsrs... e talvez voz chata, quase igual à da Xuxa, SE EU ESTIVER SEM MICROFONE. Se estiver com, tranquilo. Grave, suave e entonada. DE qualquer forma, a reação foi boa, o pessoal foi efusivo, e no fim das contas, foi um bom marketing pessoal e profissional. Amanhã É MEU DIA, nada melhor do que ter certeza de que estou no lugar certo... Falta melhorar muuuuuuito ainda, mas eu estou satisfeita por enquanto com esses resultados. E VIVA O ENFERMEIRO !!!
CLAP CLAP CLAP !!!
PS: Fui dar comida para o meu peixe, ele se engatou na plantinha do aquario... tava doidinho pra comer ... hilario... hehehehe... desesperado igual `a dona. Mas ele conseguiu se sair da plantinha, sem a minha ajuda.

terça-feira, 8 de maio de 2007

A broken heart isn't a broken car


Quando meu carro dá problemas, é só ir até a oficina e comprar peças novas. O que fazer quando o problema é no coração? Literalmente. No comments. Não tem válvulas novas pra comprar por aí, não tem coronárias por metro. Estou sofrendo hoje, sem brincadeira. Não vou nem demorar aqui, a dor de cabeça depois do antiarritmico ta me matando, sem falar no enjoo que comecei a sentir. Lembro que minha mãe é cardiopata, e que o problema dela é hereditario, manifesto na casa dos 30. Nem vou especular mais. BJOS... até outro dia.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O Homem Bicentenário - A ousadia de Andrew

O Homem Bicentenário está entre os filmes que mais me emocionaram na vida. Eu o chamaria de sumário da ousadia de Andrew, o robô que queria ser homem. É um filme fantástico. Se bem que pra mim, já não era surpresa que fosse emocionante, já que era Robbie Williams o protagonista. Égua do cara bom ! ... Neste fim de noite, penso neste filme. Lembro também que fiquei magnetizada na frente da TV, imaginando a criatividade, a grande sensibilidade de quem escreveu este roteiro magnífico. A foto acima é do final do filme, ou seja: Andrew aos 190 anos. Logo se depreende que ele conseguiu. Mas onde tudo começa? Uma família americana compra um robô, que apelidam de Andrew, para realizar tarefas simples. Entretanto, como o tempo Andrew vai apresentando traços característicos de um ser humano, como curiosidade, inteligência e personalidade própria. É o início da saga de Andrew em busca de liberdade e de se tornar, na medida do possível, um humano.



O que mais me impressionou foi o modo como ele foi transformado. E não foi tecnologia, foi um sentimento. Em determinadas cenas, Andrew presenciou robôs da sua mesma marca destruídos, corroídos pela ferrugem, amontoados pelos cantos como sucatas. O que fez com que ele sobrevivesse?? O que faz com que sobrevivamos? Mesmo quando temos contrariedades com a vida e com as pessoas, o que podemos fazer para nos transformarmos em pessoas melhores, e realmente humanas, maduras...? Agora eu penso na ousadia de um robô. E penso mais ainda: o filme não ganhou Oscar. E deveria ter ganho. Quem analisou, não entende nada de cinema. As "premiações" desse filme foram: 01 indicação para melhor maquiagem ( mas não ganhou, apenas foi indicado ), e o prêmio Framboesa de Ouro, de pior ator para o Robbie Williams.
O que dizer agora? Que fiquei frustrada? De certa forma sim. Mas uma coisa eu ando aprendendo ultimamente : a ressignificar as coisas pra mim mesma. Sobre a importância das coisas sob a minha ÓTICA. Parece egoísta, não é? Dizer que o que importa é o que eu acho. Então convenhamos: tem hora que um pouco de centralização umbilical não é somente conveniente, mas necessário. É o que eu acho, e pronto. (RS... ) ... E só de pensar que às vezes a gente corre o risco de extermínio como os pares de Andrew, carcomidos pela ferrugem, me dá arrepios. Viver, povo. Viver e não se deixar levar por achismos vizinhos, por nulidade medrosa. Por estórias ! Cada um tem, no fundo de si, uma essência inegável, e a do robô que virou humano era: NÃO PASSAR PELA VIDA EM VÃO. Por isso que eu digo... 'já estou no meio da pirâmide, não tenho mais tempo a perder com estórias mirabolantes, sorrisos emolientes. Você tem ??? Rsrs... ai ai ai.

domingo, 6 de maio de 2007

A diarista - saga de começo de domingo


Aff... rsrsrs... de alívio respiro, banhada e sentada nesta cadeira de post, no recôndito de meu quarto vampiresco, com sua penumbra clássica. Hehe... Hoje é domingo. Por ter passado o dia ontem com preguiça e ter dormido 2 vezes durante a tarde, acabei acordando hoje às 07:34h. É claro que me dei mais 10 min de verificação de onde estava ( planeta terra, américa do sul, Brasil, Pará, Belém, 'Médici, 335, quarto, cama ). Com umas piscadas típicas que minha mãe adora ver, percebi que estava agarrada ao Leopoldo, meu fiel escudeiro. Foi então que barulhos vindos da cozinha acusaram vida na casa: mamãe já estava levantada. Novidade, ela sempre acorda muito cedo, eu hein..... e levantei, abri a porta do quarto, e lá estava ela, já tomada banho, com roupa de domingo e tudo.
- Pra onde você vai? - perguntei.
- Pra um lugar aí. Bora, se você se arrumar em 15 min eu te levo.
- huuuuummmm, não posso, vou ajudar a Joana.
- Ah é. Então tchau, só vou chegar 22h. - respondeu a rebeldezinha.
- Bora, me diz logo pra onde você vai.
- Hahahaha, eu só vou ali na feira, menina. Já tava desesperada, eu hein... não vive sem mim...
Minha mãe é um caso de polícia. Foi embora pra feira, e comprar pão pro café. Ela e seu GI ( grude irreversível... aff ) ... e eis que vou pegar a comida do João ( meu peixe Beta azul lindo, fofo e futuramente obeso )... quando olho a pia. Pense numa contemplação do caos cósmico. Panelas, pratos, copos, forma de bolo, forma de gelo... liquidificador... tudo suuuujo.... dei a comida do João. Cinco bolinhas, porque deixei cair 2 a mais por conta do choque. Suspirei, e comecei a lavar a imensa pilha de louça, panela, prato, copo... Mamãe chegou com o GI e sujou mais um pouco... e eu lavei e tirei tudinho... depois arrumei meu quarto, e por último, coloquei meu jaleco de molho, mais tarde irei para o tanque, lava-lo.
O que diria? Mão de obra especializada como diarista. Hehehe... já disse pra mamãe que ela me deve muitão. Ela ri, dizendo que vai abater da minha dívida com ela... rs... e enquanto isso, já tomada banho e terminando este post, penso... como estará certa pessoinha ? Com certeza, dando uma de diarista é que não está... rs... e eu quase canto o melô da Escrava Isaura. Hahaha... bjos..

sábado, 5 de maio de 2007

O Brigadeiro Mágico e Reginaldo Rossi


É fato. Um dia nos deparamos com alguém que torna as coisas surpreendentes, reinventando sentidos e significados para quase tudo o que conhecíamos. Foi dessa forma que fui apresentada ao brigadeiro mágico hoje. Ele chegou despretensioso, adentrando pela janela do carro, pelas mãos do melhor atendente do Mileo. Deixou-se estar, e na hora H, foi estratégico, deliciosamente degustado. E vc que está lendo esse meu post, não deve estar entendendo qual é a mágica de um simples docinho... então eu te pergunto... se você tem acesso a um brigadeiro que te faz fechar os olhos de prazer, e apenas se deixar levar pela doçura de um beijo delicado, quase tímido... e que vai crescendo, crescendo.... se tal brigadeiro deixa cair seus bastonetes de chocolate, e imediatamente é reparado, numa ímpar retirada de vestígios. Se nesta tarefa você se lambuza, e sente seu coração bater forte como quando você era criança de 5 anos, sendo apresentado a uma novíssima atração, de tirar o fôlego. Sim, me responda... você já viveu algo parecido? Não?? Pois é... é aí que mora a mágica do brigadeiro. Eu encontrei o meu. Encontrei um ser ímpar, que tornou isto tudo possível.
.... E nesta noite simples, de programa corriqueiro, eu entendi que a lua estava embaçada porque um sonho de valsa - mesmo ele - ficou pálido perto do nosso brigadeiro, que de tão encantador até anulou o efeito de ter ouvido Reginaldo Rossi na rádio, como quem ouve um Noturno de Chopin. O de Si bemol, opus 2, por exemplo...

Antes de dormir...


Diferença

Aquilo que é secreto à tua beira
e longe de ti se torna tão corrente
Aquilo que é vulgar
longe de ti mas se estás perto
se torna tão diferente
Aquilo que é mistério indecifrável
se te aproximas até à minha cama
E que se torna raivosamente instável
se por acaso não dizes que me amas
Aquilo que é segredo
se o não escuta
se a tua beira fica desvairado

....

RETICÊNCIAS DE 4 PONTOS.
I NEED TO SLEEP.

A ressaca afetiva do pós - epinefrina


Tulipas são as flores prediletas da minha mãe. O apelido dela no MSN : Tulipa. Essas flores, que têm fama de serem holandesas, são, na verdade, turcas. Foram sim, levadas para a Holanda, mas em 1560, e seu nome originou-se do termo "tulipan", que significa 'TURBANTE'. Outras correntes de estudiosos dizem que as tulipas são chinesas. Bom, não importa qual seja a origem, mas nem Turquia nem China ficaram tão fascinadas pelas tulipas quanto os holandeses. Adivinhem porque: na Holanda as tulipas encontraram o solo ideal, e encontraram um povo que realmente as amava. O entusiasmo pela tulipa gerou o desenvolvimento de muitas variedades com diferentes tamanhos e cores. Por volta de 1620, algumas variedades chegavam a um grau de raridade tão grande, que uma única flor alcançava preços elevadíssimos. E a especulação corria solta. No verão, época do plantio, já se negociavam os bulbos que iam florescer na primavera seguinte – cerca de um ano depois. O papel que representava a propriedade de um bulbo ainda por florir podia passar, em poucas semanas, de 20 florins para 255 florins, ou de 90 para 900 florins. A situação tornou-se tão crítica, que o governo holandês teve de intervir para acabar com a especulação.
Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste ereta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc. E, certa vez, tentando comprar umas pra mamãe, descobri que poderia tentar comprar em São Paulo, que eles mandariam no dia seguinte. E aí descobri também que no Brasil, o mérito do cultivo das tulipas é de Klass Schoenmaker, produtor de Holambra.
... E, nesta altura do post, pergunta-se: Ivy está defletindo? Qual a relação entre as tulipas e o acesso dela? A sexta feira teve detalhes omitidos no post abaixo. Acho que a frase que mais incomodava minha mamma era a seguinte: Mãe, eu não sou florzinha, não. O que pressupõe uma flor? DElicadeza, ternura, fragilidade? As tulipas dela significam isso, eu acho. Serei uma flor de cactus ? Sim, porque os espinhos também estão lá. Ontem minha irritação cravou alguns espinhos em certa mão, tenho certeza. Tulipas ferem? Não, mas rosas e flores de cactus sim. Qual o sentido de machucarmos quem amamos? Vaidade? Egoísmo? Não sei. Sei que fiz uma escolha.... resolvi encarar meus problemas sem ajuda sintética, e o resultado foi alta liberação de epinefrina no trânsito caótico. E pra completar, corte na transmissão elétrica - desligue tudo e não entte em pânico - dê um tempo e funcione....
Hoje é sábado, acabo de chegar da Igreja.... de certa forma, fiquei melhor. E agora, para acabar de vez com a pauta... digo a você, que sei que lerá este post.... De manhã as flores todas, mesmo as de cactus, ficam molhadas pelo orvalho.... mas hoje o orvalho brotou de dentro, de dor e de saudade... Desculpe a sua florzinha de cactus, pelos espinhos cravados. É simplesmente ela por inteiro, como você disse preferir... Um beijo... amo vc.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Meu banho salvador e o cangote da PAC


É galera, ainda bem que hoje é sexta. Depois de tomar um senhor "banho", que faria o patinho acima ter uma queda de penas de tanta inveja (rs), estou aqui neste espaço virtual pra fazer os comments do dia. Primeiro... n sei o que aconteceu com o trânsito da cidade hoje no comecinho da noite. Peeeeeeeense num engarrafamento ! De São Braz até próximo ao Castanheira. Luzes piscando, ônibus da linha verde tentando forçar pela direita. Deu tempo até de ser empática com os passageiros que, em pé, espremidos um contra o outro, tentavam respirar aquele ar quente e abafado típico de ônibus lotados. Um ou dois metros, e tudo parado. Mais um ou dois metros , stop now. Pulsações temporais, será que minhas artérias têm mais elastina do que as outras?? Pulsa - Pulsa - Pulsa. Uma dorzinha enjoada no início.
Liga o rádio - a voz do Brasil. Ai ai ai... e enquanto o transito andava a passos de cágado, eu ia só ouvindo. Um homem devia a receita e tinha esmeraldas. Nada mais. Tentou pagar com as pedras e foi impedido. O Tribunal acha que as pedras teriam que ser registradas para saldar a dívida. Deveriam ter laudo de um perito credenciado. Resultado: o homem continua devendo. Se fosse eu, não ia mais pagar não... fala sério !!! O homem não tem nem casa, só tem as esmeraldas ! E ainda digo mais: se eu fosse ele, ia vender as esmeraldas para as próximas 30 turmas de enfermagem, haja anel de formatura !! rsrsrs... falando nisso, nem sei onde anda o meu.
E, depois de superado o engarrafamento, eis que ouço de minha interlocutora uma palavrinha que estava com teia de aranha nos meus ouvidos: CANGOTE. E a expressão veio com um pedido: "defina cangote". Fala sério, depois de uma sexta feira 13 antecipada, um engarrafamento quilométrico e um cangote solto ( gravidade igual à "arriar" ... empatou... rs ), o que mais faltava pra eu vir correndo tomar esse banho que acabei de tomar? A promessa do Lula que o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - vai melhorar a vida de todo mundo, galera ! Uau, uma versão neoclássica do "milagre econômico"... rrsrsrsr.... e aqui vai o informe cultural - econômico, galera. O que não é uma escutada na voz do Brasil, hein?? O PAC reduz de 8% para 6,5% os juros de financiamento a.a para quem for comprar usando o FGTS. Aproveita, quem tem graninha guardada. Tá na hora de sair do bercinho... q cuti cuti... rsrsrrss
Mais promessa do que isso, só mesmo alinhando nossos pescoços para o conde drácula. Traz o álcool... rs.. só aplicação, eu n sei não... rs... minha cabeça ainda ta doendo, povo ! Mas nada sério, afinal já cumpri meu papel hoje... rs... e ainda tive pique pra escrever este informe. Milagre, Milagre... ( como diria meu irmãozinho único, que eu amo ). GÜTE NATCH.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Call error


- Oi, amor.
( Silêncio do outro lado da linha ).
- O Sr. X foi almoçar, senhora.
Não, não é o seu amor. Caraca, não é ele. É quem ? E... do jeito que você pensa, o interlocutor pensa também. Esse começo poderia render boas redações de vestibular. Dá praticamente para montar um algoritmo com esse início:
DESENVOLVIMENTO 1 - Não é o seu amor, é sua sogra, que ainda não sabe que é sogra.
DESENVOLVIMENTO 2 - É um cachinho do seu amor, que ainda não largou do pé dele.
DESENVOLVIMENTO 3 - Nem cachinho, nem sogra: é a chefe do seu amor.
DESENVOLVIMENTO 4 - Nem cachinho, nem sogra, nem chefe : seu amor perdeu o celular, uma desconhecida encontrou e levou pra casa.
DESENVOLVIMENTO 5- Nem cachinho, nem sogra, nem chefe, nem mulher-que-aproveita: é simplesmente a secretária do seu amor, que lhe informa que o próprio foi almoçar, quando na verdade ele não foi, apenas deu uma descida rápida para bater o cartão de ponto !
***
Ha - ha - ha. Vejo o esmalte dos meus dentes. Incidentes. Acidentes. Coincidentes. Reincidentes? Oh, seria ótimo manter o status quo. E de repente você pensa: quer saber? TÔ NEM AÍ ( Bendita Luca do hit despreocupado ). CONCLUSÃO: Quem se preocupa demais com o que os outros pensam, vive em função deles, esquecendo-se inclusive de si mesmo, e deixando de amar, por exemplo. Sim, porque não há amor que suporte recalques. Libertar-se das travas é uma arte !! Boa noite...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O QUASE - Na traaaaaaaaave... rs


Este aí em cima é o goleiro Lehmmann. Imagina o susto que esse rapaz levou. NA traveeeeee.... rs.... a bola não entrou. O grito dos torcedores italianos ficou preso na garganta. Por mais um desses acasos certeiros, Ballack não colocou a bola na rede. Ora, o capitão do time... uma estrela. Talvez tenha sido falta de sorte, destino, ou simplesmente acaso. Imagino que Ballack deve ter se fustrado, e muito.
Muitas vezes na vida ficamos em posições como esta. Em situações que pareciam evidentemente certas, esperadas, talvez até pré-comemoradas. E de repente, nào acontece. Acho isso ótimo para exercitar a humildade, a flexibilidade.. tem dias e "dias"... dias em que estamos normaizinhos, nada demais. Mas tem dia... ave maria ! Tem dia em que nem empurrando o empacado, simplesmente não vai. E agora? Por isso perdemos a partida? Será? "Auto-consolação". É isso que você deduz? Talvez tenha um pouco de razão, mas não a absoluta.
E assim vamis levando, até encontrar o dia perfeito. E ele vem, ah vem !!!
PS: Viva a guerra dos hormônios... rs

terça-feira, 1 de maio de 2007

O Jogo nunca termina - Reflexão do sonho de valsa


Quem me dera que eu fosse uma ChessMaster. Vejam só que imagem belíssima. Um corredor de peças gigantes. Nesta noite enluarada, onde parece que a lua saiu do sonho de valsa e foi plantar-se, absoluta, no céu, penso. Penso que nem sempre damos o xeque, com X. Na resolução de algumas situações, cotidianas ou não, às vezes ganhamos, às vezes perdemos... às vezes ganham e perdem conosco... e não raramente, esgotamos certo tempo pensando... "mas e se...???"
Aparentemente esta noite poderia ser tranquila. A conclusão de um dia ocioso poderia ser igualmente ociosa. Mais um filme, talvez. Ou então uma mordidinha no chocolate da geladeira? Não, isso não serve. Nada disso. A grande jogada seria simples. Seria estar ao lado. Seria olhar, e sem uma palavra dizer: "estou aqui pra você, está vendo?"... seria tocar a mão e expirar profundamente... um dia de saudade é carga pesada e invisível, que só é aliviada quando nos olhamos nos olhos. É, talvez alguns grandes estrategistas do Chess ficassem mudos agora, quando eu lhes dissesse o que sinto. É uma situação aparentemente corriqueira. Ora, é só uma peça que se vai... temos outras. Ok... mas eu queria essa peça, eu queria essa noite, eu queria esse momento, esse abraço, e esse beijo. Essa idade, 29 anos, 3 meses e 11 dias. Ora, pra que existe a sublimação?
Ok... perde-se uma peça... temos outras. O jogo nunca termina, assim como os sonhos de valsa também não. E na verdade, analisando profundamente fundo e figura, constata-se que não é jogo. Não, não é. Foi só uma comparação para dizer que a peça era importante. Porém, como em meu filme particular, o jogador pega a peça perdida e discretamente a coloca de novo no tabuleiro... é que a saudade, essa é insistente, brasileira, e não desiste nunca !!! Boa noite... saudades !!!

Inacreditavelmente 3 : O resgate da bainha de mielina.



Juro. Se eu esquecer de novo a senha deste blog, encerro minha carreira de blogueira mexicana. Hehe... De Profundis III, com sua heterogeneidade linguística, com seus pitis de praxe e intercalado por momentos de pura reflexão, será a última chance que dou aos meus neurônios desembainhados. Fala sério !
E, tal qual o ninja AO LADO, presente gráfico de meu amigo Andrew Lima ( anotem, ele ainda vai ser famoso ), encosto-me na árvore neste feriado. Primeiro de maio, dia do trabalhador. Dia do trabalho. Dia do ócio pra mim. Assisti 4 filmes. De profundis I, o desvendar do laço - e De Profundis II, a confirmação do Lapso, fizeram de mim uma menina cética.
Pois bem, meus caros. Nada de cartilagem de tubarão. A senha agora é inesquecível, tal qual ... uma certa criança comedora de botões. Meus neurônios foram costurados com agulha e linha. Instrumentos que meu bisavô conhecia, que minha avó, minha tia, meus tios-avós, e minha mãe, conhecem muito bem. Alfaiates, costureiras, linhas infindáveis. Molde, pespontos, pinças, ilhós ( o que é isso, mesmo?? ).... me acompanharam durante minha infancia e juventude, mas eu não costuro. Mal sei pregar um botão. ( Pausa para reflexão )... Ou melhor, costuro sim. Costuro gente. Carne, musculo, pele. Com cuidado, pois a cicatriz é permanente... e Costuro. Costuro palavras. Frases, períodos inteiros. Todos juravam que seria artífice da palavra, que faria as bases editoriais trepidarem. Mas qual não é a ironia... de costuradora de palavras, passei a costuradora de carne, e agora, de papel, de pessoas, de estratégias. De reuniões e pactuações infinitas.
Então, neste primeiro de maio, quero pensar. Pensar no que tenho costurado. Pensar no que tenho conseguido. São sete e meia da noite. Sair ou não sair? Eis a questão. Mas de uma coisa tenho certeza: não esqueço mais a senha. De jeito nenhum. Os neurônios estão resgatados: costurados com técnica especial, pontos embutidos. (...)