quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Amada Mestre... queira dizer-me...o porquê das minhas inquietudes!

Esta noite encontrei durante o jantar no Fuji da Wandenkolk a profa. Lúcia Chaves. Me reconheceu de imediato, em uma demonstração clara de que sua memória visual é boa. Escrevi um artigo para a revista dela há mais ou menos 3 meses. Sobre educação. Para a minha casa afetiva, dona de todos os meus amores acadêmicos: a UFPA, uma das universidades mais lindas daqui do Norte (ênfase para o Guamá e suas vistas). Mas, voltando à professora: não pude me conter, fui lá dar um abraço nela. Há professores que a gente não esquece. Como Anne Sullivan, no filme de Stephen Covey, a profa. Lúcia se destacou, porque viu a alma, não só minha, mas da turma inteira. E ao pensar nesta forma arriscada e visceral de se relacionar, lembro inevitavelmente que passei para o outro lado da linha... e ao jantar, tinha saído justamente de uma aula na ESAMAZ, onde sou profa. do Curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar. Fico pensando nas grandes diferenças que esta experiência me conectou.
Como são diferentes os comportamentos. Como eu era diferente, quando era aluna. Como fica distante aquele tempo. Estarei eu ficando obsoleta? Será que os valores fundamentais mudam? Olhando a foto do bebê caindo nos braços do adulto, penso na responsabilidade deste. E na minha também. Como se explica essa relação de simbiose competitiva, misturando por uma linha bem tênue, amor e ódio? Sim, eu carrego nas tintas porque há intensidade. Sou intensidade transpirando pelos poros, evaporando-se no ar. Ou me amam, ou me odeiam. Não alteram meu alter-ego... mas estou começando a achar que isso vicia. E olho, à procura de alguém que se pareça com meu comportamento de aluna ( e aqui, aluno vem como aquele "Que não tem luz", no melhor vocabulário à La Lúcia Chaves)... e penso se encontrei... talvez seja a hora de aposentar meus óculos ray-ban. E o jornal.
Como diria minha professora... quer que responda suas dúvidas? Quer que lhe dê o peixe, mas não a vara? Sinto, mas não posso... educar também envolve dor. Muito embora, em sentidos mais amplos, o prazer também doa. E em todo esse misto, dá pra perguntar aos alunos em questão, na iminência de me matarem fulminada por um infarto... quais são as inquietudes de vocês?? Quais?? Answer me, please. Talvez nem Freud explicasse. (risos).
See you later... !

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