O pulo do gato é, simplesmente, quando você tem certeza de amar alguém e, reconhecendo ser difícil ficar longe desse alguém, pergunta, numa noite estrelada, ou durante o percurso de alguma viagem juntos: casa comigo? ... E vem aquela expressão que você lê no semblante de seu amor, em que a dúvida grita, e a hesitação idem. Ora, como o gato iria errar o seu pulo? Equívoco de cálculo? SE você até já fez seus planos, se já pensou em como chegar até a casa, se prometeu cozinhar, e até ensiná-lo a fazer sopa de feijão, que ele não sabe fazer? Como lidar com um risco incalculável, que nenhum Reuben Feffer - de QUERO FICAR COM POLLY ( Recomendo este filme!) - poderia estar ciente sem tremer toda a sua espinha dorsal? (risos)... ora, ora... esse é o detalhe. Os gatos, antes de pular, sabem os riscos, mas é impressionante como se asseguram de suas 7 vidas. Pareceria absurdo há uns tempos atrás, afirmar tal coisa. Mas errando o pulo, o seu amor amará outra vez, e mais outra, repetidamente. E não será você. Seu chefe pode arranjar outro para o seu lugar, porque afinal, o mercado está super-competitivo. Sua professora carrasca pode ralhar, e você pode descobrir que trocou meio salário por trabalho pesado.
Mas também pode receber outra proposta de 20 salários, porque seu desempenho foi bom. Pode receber um elogio da professora, porque sua pergunta foi boa. Pode ver a expressão do chefe e em seguida uma frase: você é bom, vamos ver como podemos resolver isto. E você, por fim, pode, depois de um silêncio em que seu coração quase parou de bater, ouvir do seu amor, depois daquele toque de mãos inconfundível: "sim amor, eu vou com você"...