sábado, 19 de abril de 2008

OS MISTÉRIOS DE CADA UM


Cada um tem a sua carga de mistério, enigma, segredo. E cada vez que encontramos alguém, nossos mistérios, enigmas e segredos também se encontram. Às vezes são até parecidos, diria. Mas às vezes também são conflitantes. Cada um tem a sua bagagem. Coisas trazidas dos caminhos : cartas, papéis de bombons, pétalas de rosas secas, camisas, bilhetes, fotos ( umas cortadas, outras não), cd´s, músicas favoritas, lembranças que surgem com os olhos fechados, cicatrizes (!!), planos que só foram planos. E a certeza: SOBREVIVE-SE ... e APRONTA-SE novamente para uma nova história.
Parece mentira, mas aquelas juras, e até aquele sofrimento agudo do fim, tudo passa. A dor passa. A melancolia passa. Ontem assisti com um certo atraso "AMOR EM TEMPO DE CÓLERA", baseado na obra do Garcia Márquez. Fiquei pensando se um dia não quis dar uma de Florentino Ariza. Macacos me mordam ! O homem esperou 52 anos pela tal mulher de sua vida.
Ao contrário do que possa parecer, não tive nenhuma decepção. Está tudo bem, tudo certo. Tudo regular, tudo estável. Apenas quero demarcar essa posição de observadora da vida e das pessoas. De suas cargas. E da missão que temos de ser diferentes, de sermos bons, abertos para o novo, ou talvez para o velho. Sempre há algo a aprender, a ensinar, a dizer, a ouvir, a falar. Mesmo que seja em meio a soluços do outro lado. O mundo pede pessoas simples, desinteressadas e dispostas a abrir o cadeado. E quem adentra deve ter o cuidado de saber entrar... e quando chegar a hora, sair. (Se) sair.