sábado, 24 de novembro de 2007

A Lua e nós



Lua. Será que além de nós, alguém a percebeu estes dias? Se percebeu, tomara que não tenha sido para falar de lobos, uivos, lobisomens, nem almas. Isso é para os supersticiosos. Se alguém a viu, além de nós, tomara que tenha percebido o quanto ela é linda e absoluta no céu. E sob sua luz, sob seu brilho... ah... não é tudo que se pode dizer... mas se pode pensar. Podemos pensar, e quantas coisas vêm... mais de 11 luas, bem mais. 11 anos? talvez nao. 11 momentos? Muito pouco. 11 oportunidades, 11 marcos, 11 lembranças, 11 datas em que nos olhamos e pensamos por quantas mais estaremos sob a lua, ou olhando para ela. Admirando-a. Pensando em como... como ela faz parte de nossa história, nossos olhares, como os de ontem. Nossa muda testemunha. E ela também testemunhou quando escrevemos uma praia inteira, quando nos sentamos para conversar ( tantas vezes ), quando as cordas da viola vibraram e minha voz tímida cantou só pra você, morrendo de vergonha (admito!!). Nosso sonho de valsa, a testemunha do brigadeiro mágico... tua companhia no avião, aquela que anda conosco... andou ontem, não foi? ... e hoje... se vc estiver à minha espera, ela vai ver outras coisas. Vai ver como nossa história prossegue... como nos amamos, imperfeitamente, deliciosamente. Sei que falar de você é muito fácil. Mas em se tratando de mim, é difícil, porque sou suspeita. E como na mensagem incompleta, reitero sua importancia em minha vida... sempre muito presente... porque não estando, a saudade acusa a sua ausência... aumentando a vontade de estar com você de novo, e simbolicamente, e enfaticamente, te entregar todos os dias, numa renovação contínua, meu coração... cada vez, sempre e mais. TE AMO !!!


NOSSA LUA CHEIA

Ouvir tua voz
É melaço em meu peito
É um doce de cereja
Que se desfaz na boca
Ao ouvir-te, todo meu mundo
Se vira do avesso
Um dia jurei
Que te amaria p’ra sempre
E quando te ouço
Meu coração dispara
Num torvelinho endoidecido
É como se regressasse ao tempo
De quando te conheci,
Que sobre a chuva impiedosa
Num jardim da cidade
Te disse p’la primeira vez
Que te queria
Nunca me canso de te amar,Meu amor
E apesar de já ter passado
Algum tempo, nossas noites
Continuam a ser como da primeira
Onde sem poréns, nos possuímos
Tontamente, e nossos corpos
Passam de dois, a ser apenas um
Num sentimento puro, e guloso
Te quero tanto, meu amor
Quero apenas,
Mais momentos de felicidade
E que a tua presença,
Seja uma lua cheia p’ra minha vida
A nossa lua cheia.


( FERNANDO RAMOS) - Poeta português... perfeito em suas palavras. Bjos....

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ice and fire

Que diria alguém antes de escrever um artigo técnico às 8 e meia da noite de uma terça? A que se referiria? Pois bem... hoje eu quero falar do gelo. Um estado físico da água... a saber... o sólido. Quero falar também do fogo... um dos quatro elementos básicos da terra. Os constrastes sempre me atraíram, como um imã. Preto e branco, como quero os móveis de minha sala, quando a tiver. Dia e noite, lua e sol, água e óleo, café e suco (no café da manhã)... e outros bons exemplos de opostos. E assim também é com o gelo e o fogo. Que coisa interessante! Entre a suavidade de um bebê e a impulsividade de um pit bull, os estados físicos da matéria vão se alternando, causando a impressão de que a água se recicla e precisa do fogo para mudar de estado.
E fogo... fogo é quando você prende a respiração porque a emoção toma conta; é aquele silêncio ao telefone, é o contato físico tão estreito que parece que a partícula menor do universo não cabe entre vocês. Tão diferente, tão crucialmente diferente do gelo. Daquele contato que acaba abruptamente porque vocês discordaram, e não conseguiram prosseguir até chegar ao consenso. Quando houve realmente algum motivo para que se estranhassem, e não se reconhecessem. Há ainda o gelo involuntário, quando uma das partes nem percebe que está gelando... ou será sensibilidade à flor da pele da parte congelada? Enfim... entre um extremo e outro, vivemos. Descobrimos coisas que antes não seriam perceptíveis, nem com uma poderosa sonda da NASA ou pela lente do microscópio eletrônico mais potente. Sutilezas, delicadezas, impaciências, palavras calculadas ou não, e a necessidade de estar junto. Esta só aumenta, tenho essa impressão. Primeiro evidencia-se por aquele tom cerimonioso de todo começo de relação, onde nos embalamos com uma grande fita vermelha, escondendo - no melhor estilo FILTRO SOLAR - aquelas partes que só depois vêm a tona. E aí vem o quê da história : o gelo, à medida que derrete, acompanha a paixão. E esta, quando se tem sorte, dá lugar ao amor.
Estou discursando porque hoje me senti em contato com um gelo, que classifico como inofensivo e involuntário. Um gelo de workaholic. Um gelo pontuado, mas não exterminado. Como devo ter feito algumas N vezes. Um gelo que às vezes já me parece familiar. Penso, penso... e assim prossigo, agradecendo pelas mutações da matéria. Porque também é verdade que já me queimei inteira no fogo, e no dia seguinte, me dizem que a cútis está ótima - que é para eu dar a receita, por favor. Oscilações. Transições de matérias, vocativos. No bom humor, como amo meu sorvetinho... porque conforme o clima, ele vai derretendo, derretendo... além de ser gostosíssimo. Traduzindo: de Maria Izabel, Cupuaçu, bacuri ou flocos nevados, que são minhas 4 primeiras opções ao chegar no shopping do gelo: a sorveteria. Ainda bem que de lá já saí... ainda bem que tão cedo não pretendo voltar. Até porque meu sorvetinho... ah... ele me foi entregue quando não queria se entregar, e com um certo custo, quando eu já estava decidida a sair sem sorvete algum.
SEE YOU LATER.