sábado, 5 de maio de 2007

O Brigadeiro Mágico e Reginaldo Rossi


É fato. Um dia nos deparamos com alguém que torna as coisas surpreendentes, reinventando sentidos e significados para quase tudo o que conhecíamos. Foi dessa forma que fui apresentada ao brigadeiro mágico hoje. Ele chegou despretensioso, adentrando pela janela do carro, pelas mãos do melhor atendente do Mileo. Deixou-se estar, e na hora H, foi estratégico, deliciosamente degustado. E vc que está lendo esse meu post, não deve estar entendendo qual é a mágica de um simples docinho... então eu te pergunto... se você tem acesso a um brigadeiro que te faz fechar os olhos de prazer, e apenas se deixar levar pela doçura de um beijo delicado, quase tímido... e que vai crescendo, crescendo.... se tal brigadeiro deixa cair seus bastonetes de chocolate, e imediatamente é reparado, numa ímpar retirada de vestígios. Se nesta tarefa você se lambuza, e sente seu coração bater forte como quando você era criança de 5 anos, sendo apresentado a uma novíssima atração, de tirar o fôlego. Sim, me responda... você já viveu algo parecido? Não?? Pois é... é aí que mora a mágica do brigadeiro. Eu encontrei o meu. Encontrei um ser ímpar, que tornou isto tudo possível.
.... E nesta noite simples, de programa corriqueiro, eu entendi que a lua estava embaçada porque um sonho de valsa - mesmo ele - ficou pálido perto do nosso brigadeiro, que de tão encantador até anulou o efeito de ter ouvido Reginaldo Rossi na rádio, como quem ouve um Noturno de Chopin. O de Si bemol, opus 2, por exemplo...

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