segunda-feira, 7 de maio de 2007

O Homem Bicentenário - A ousadia de Andrew

O Homem Bicentenário está entre os filmes que mais me emocionaram na vida. Eu o chamaria de sumário da ousadia de Andrew, o robô que queria ser homem. É um filme fantástico. Se bem que pra mim, já não era surpresa que fosse emocionante, já que era Robbie Williams o protagonista. Égua do cara bom ! ... Neste fim de noite, penso neste filme. Lembro também que fiquei magnetizada na frente da TV, imaginando a criatividade, a grande sensibilidade de quem escreveu este roteiro magnífico. A foto acima é do final do filme, ou seja: Andrew aos 190 anos. Logo se depreende que ele conseguiu. Mas onde tudo começa? Uma família americana compra um robô, que apelidam de Andrew, para realizar tarefas simples. Entretanto, como o tempo Andrew vai apresentando traços característicos de um ser humano, como curiosidade, inteligência e personalidade própria. É o início da saga de Andrew em busca de liberdade e de se tornar, na medida do possível, um humano.



O que mais me impressionou foi o modo como ele foi transformado. E não foi tecnologia, foi um sentimento. Em determinadas cenas, Andrew presenciou robôs da sua mesma marca destruídos, corroídos pela ferrugem, amontoados pelos cantos como sucatas. O que fez com que ele sobrevivesse?? O que faz com que sobrevivamos? Mesmo quando temos contrariedades com a vida e com as pessoas, o que podemos fazer para nos transformarmos em pessoas melhores, e realmente humanas, maduras...? Agora eu penso na ousadia de um robô. E penso mais ainda: o filme não ganhou Oscar. E deveria ter ganho. Quem analisou, não entende nada de cinema. As "premiações" desse filme foram: 01 indicação para melhor maquiagem ( mas não ganhou, apenas foi indicado ), e o prêmio Framboesa de Ouro, de pior ator para o Robbie Williams.
O que dizer agora? Que fiquei frustrada? De certa forma sim. Mas uma coisa eu ando aprendendo ultimamente : a ressignificar as coisas pra mim mesma. Sobre a importância das coisas sob a minha ÓTICA. Parece egoísta, não é? Dizer que o que importa é o que eu acho. Então convenhamos: tem hora que um pouco de centralização umbilical não é somente conveniente, mas necessário. É o que eu acho, e pronto. (RS... ) ... E só de pensar que às vezes a gente corre o risco de extermínio como os pares de Andrew, carcomidos pela ferrugem, me dá arrepios. Viver, povo. Viver e não se deixar levar por achismos vizinhos, por nulidade medrosa. Por estórias ! Cada um tem, no fundo de si, uma essência inegável, e a do robô que virou humano era: NÃO PASSAR PELA VIDA EM VÃO. Por isso que eu digo... 'já estou no meio da pirâmide, não tenho mais tempo a perder com estórias mirabolantes, sorrisos emolientes. Você tem ??? Rsrs... ai ai ai.

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