terça-feira, 1 de maio de 2007

Inacreditavelmente 3 : O resgate da bainha de mielina.



Juro. Se eu esquecer de novo a senha deste blog, encerro minha carreira de blogueira mexicana. Hehe... De Profundis III, com sua heterogeneidade linguística, com seus pitis de praxe e intercalado por momentos de pura reflexão, será a última chance que dou aos meus neurônios desembainhados. Fala sério !
E, tal qual o ninja AO LADO, presente gráfico de meu amigo Andrew Lima ( anotem, ele ainda vai ser famoso ), encosto-me na árvore neste feriado. Primeiro de maio, dia do trabalhador. Dia do trabalho. Dia do ócio pra mim. Assisti 4 filmes. De profundis I, o desvendar do laço - e De Profundis II, a confirmação do Lapso, fizeram de mim uma menina cética.
Pois bem, meus caros. Nada de cartilagem de tubarão. A senha agora é inesquecível, tal qual ... uma certa criança comedora de botões. Meus neurônios foram costurados com agulha e linha. Instrumentos que meu bisavô conhecia, que minha avó, minha tia, meus tios-avós, e minha mãe, conhecem muito bem. Alfaiates, costureiras, linhas infindáveis. Molde, pespontos, pinças, ilhós ( o que é isso, mesmo?? ).... me acompanharam durante minha infancia e juventude, mas eu não costuro. Mal sei pregar um botão. ( Pausa para reflexão )... Ou melhor, costuro sim. Costuro gente. Carne, musculo, pele. Com cuidado, pois a cicatriz é permanente... e Costuro. Costuro palavras. Frases, períodos inteiros. Todos juravam que seria artífice da palavra, que faria as bases editoriais trepidarem. Mas qual não é a ironia... de costuradora de palavras, passei a costuradora de carne, e agora, de papel, de pessoas, de estratégias. De reuniões e pactuações infinitas.
Então, neste primeiro de maio, quero pensar. Pensar no que tenho costurado. Pensar no que tenho conseguido. São sete e meia da noite. Sair ou não sair? Eis a questão. Mas de uma coisa tenho certeza: não esqueço mais a senha. De jeito nenhum. Os neurônios estão resgatados: costurados com técnica especial, pontos embutidos. (...)

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