terça-feira, 1 de maio de 2007

O Jogo nunca termina - Reflexão do sonho de valsa


Quem me dera que eu fosse uma ChessMaster. Vejam só que imagem belíssima. Um corredor de peças gigantes. Nesta noite enluarada, onde parece que a lua saiu do sonho de valsa e foi plantar-se, absoluta, no céu, penso. Penso que nem sempre damos o xeque, com X. Na resolução de algumas situações, cotidianas ou não, às vezes ganhamos, às vezes perdemos... às vezes ganham e perdem conosco... e não raramente, esgotamos certo tempo pensando... "mas e se...???"
Aparentemente esta noite poderia ser tranquila. A conclusão de um dia ocioso poderia ser igualmente ociosa. Mais um filme, talvez. Ou então uma mordidinha no chocolate da geladeira? Não, isso não serve. Nada disso. A grande jogada seria simples. Seria estar ao lado. Seria olhar, e sem uma palavra dizer: "estou aqui pra você, está vendo?"... seria tocar a mão e expirar profundamente... um dia de saudade é carga pesada e invisível, que só é aliviada quando nos olhamos nos olhos. É, talvez alguns grandes estrategistas do Chess ficassem mudos agora, quando eu lhes dissesse o que sinto. É uma situação aparentemente corriqueira. Ora, é só uma peça que se vai... temos outras. Ok... mas eu queria essa peça, eu queria essa noite, eu queria esse momento, esse abraço, e esse beijo. Essa idade, 29 anos, 3 meses e 11 dias. Ora, pra que existe a sublimação?
Ok... perde-se uma peça... temos outras. O jogo nunca termina, assim como os sonhos de valsa também não. E na verdade, analisando profundamente fundo e figura, constata-se que não é jogo. Não, não é. Foi só uma comparação para dizer que a peça era importante. Porém, como em meu filme particular, o jogador pega a peça perdida e discretamente a coloca de novo no tabuleiro... é que a saudade, essa é insistente, brasileira, e não desiste nunca !!! Boa noite... saudades !!!

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