- Oi, amor.
( Silêncio do outro lado da linha ).
- O Sr. X foi almoçar, senhora.
Não, não é o seu amor. Caraca, não é ele. É quem ? E... do jeito que você pensa, o interlocutor pensa também. Esse começo poderia render boas redações de vestibular. Dá praticamente para montar um algoritmo com esse início:
DESENVOLVIMENTO 1 - Não é o seu amor, é sua sogra, que ainda não sabe que é sogra.
DESENVOLVIMENTO 2 - É um cachinho do seu amor, que ainda não largou do pé dele.
DESENVOLVIMENTO 3 - Nem cachinho, nem sogra: é a chefe do seu amor.
DESENVOLVIMENTO 4 - Nem cachinho, nem sogra, nem chefe : seu amor perdeu o celular, uma desconhecida encontrou e levou pra casa.
DESENVOLVIMENTO 5- Nem cachinho, nem sogra, nem chefe, nem mulher-que-aproveita: é simplesmente a secretária do seu amor, que lhe informa que o próprio foi almoçar, quando na verdade ele não foi, apenas deu uma descida rápida para bater o cartão de ponto !
***
Ha - ha - ha. Vejo o esmalte dos meus dentes. Incidentes. Acidentes. Coincidentes. Reincidentes? Oh, seria ótimo manter o status quo. E de repente você pensa: quer saber? TÔ NEM AÍ ( Bendita Luca do hit despreocupado ). CONCLUSÃO: Quem se preocupa demais com o que os outros pensam, vive em função deles, esquecendo-se inclusive de si mesmo, e deixando de amar, por exemplo. Sim, porque não há amor que suporte recalques. Libertar-se das travas é uma arte !! Boa noite...
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